
Para a fase final da Copa do Mundo de 2026, a Fifa implementou uma mudança no protocolo do árbitro de vídeo (VAR). A entidade passará a manter uma equipe de apoio nos estádios onde os jogos serão disputados para reduzir o risco de falhas técnicas e atrasos na comunicação com a central de vídeo.
Atualmente, todas as revisões do VAR são realizadas no Centro Internacional de Transmissão (IBC) da Fifa, em Dallas, de onde a equipe se comunica com os árbitros em campo. O modelo, no entanto, vinha sendo alvo de críticas por conta de um possível atraso na transmissão das imagens e na comunicação com a equipe de arbitragem em campo.
Com a mudança, as decisões continuarão sendo tomadas pela equipe baseada no IBC. A novidade é que cada partida da fase final também contará com um árbitro assistente de vídeo (AVAR) e um profissional de reserva no próprio estádio, preparados para assumir imediatamente a operação em caso de falha técnica ou perda de comunicação com a central.
O primeiro jogo a contar com o novo protocolo foi a disputa pelas quartas de final entre França e Marrocos, nesta quinta-feira (9). Na partida realizada em Boston, o uruguaio Leodán González atuou como AVAR no estádio, enquanto a nicaraguense Tatiana Guzmán ficou como substituta imediata.
Pelas regras da Fifa, uma partida não pode ser interrompida por problemas no sistema do VAR. Na prática, a nova medida cria uma equipe de “backup” para evitar que falhas técnicas interrompam as revisões do VAR e prejudiquem o andamento da partida.
A equipe de arbitragem da partida foi formada inteiramente por argentinos. Facundo Tello apitou o confronto, auxiliado por Juan Pablo Belatti e Gabriel Chade. Darío Herrera e Cristian Navarro atuaram como quarto e quinto árbitros, enquanto Hernán Mastrángelo foi o responsável pelo VAR na central de Dallas.
Fonte: veja.abril.com.br
