Fernando Diniz começou sua trajetória no comando técnico do Corinthians com o pé direito. Com a vitória sobre o Platense por 2 a 0, nesta quinta-feira, na primeira rodada do Grupo E da Libertadores, os alvinegros encerraram um jejum de nove jogos sem triunfos. Após a partida, o treinador exaltou a entrega dos jogadores em campo e a importância de voltar a vencer.
“Uma alegria muito grande poder estrear vencendo e quebrar essa sequência de derrotas que o time tinha. Jogo difícil aqui, o time é um time que ganhou o Campeonato Argentino na temporada passada. Acho que o que mais teve de importante no jogo foi a entrega do time, soube se defender muito bem e, quando precisou, o Hugo fez também boas defesas”, disse Diniz.
“A minha previsão pra frente é muito positiva, acho que o time vai evoluir muito com o treinamento, tem muita qualidade e tem muitos jogadores com muita vontade de trabalhar. Isso dá pra perceber. Já dava pra perceber jogando contra. E nos primeiros contatos, isso é muito nítido. É um time muito trabalhador, que representa muito a torcida do Corinthians”, continuou.
Depois de um primeiro tempo parecido com o que vinha apresentando em campo, o time do Parque São Jorge voltou para a etapa final decidido a dar fim à sequência negativa. Sob novo comando, os corintianos foram eficientes quando as chances apareceram. Primeiro com o jovem Kayke, que abriu o placar aos 8 minutos, com um toque de categoria na saída do goleiro. Aos 25, foi a vez de Yuri Alberto, que consolidou o placar.
Rodrigo Garro não marcou gol, mas foi o grande destaque da noite no Estádio Ciudad de Vicente López. O argentino deu duas assistências Corinthians e foi determinante para o time chegar à vitória.
“Em relação ao Garro, acho que é um talento raro que o Corinthians tem. Eu sei que ele estava há um tempo passando por uma fase não tão brilhante como foi no começo dele aqui, mas tem tudo para recuperar. Acho que ele é muito talentoso e eu vou fazer de tudo o que eu puder pra deixar ele à vontade no jogo e inseri-lo cada vez mais nas ideias que eu penso sobre futebol. E a gente tem tudo pra ter uma relação não só fora do campo, que a gente já começou essa relação, mas na questão esportiva mesmo. É um jogador que eu tenho um respeito muito grande porque jogar contra sempre foi muito difícil, muita criatividade e ele também é um jogador que trabalha muito. Então ele tem tudo para… voltar, não, acho que ele já começou hoje a mostrar que ele pode voltar a render tudo aquilo que ele sabe”, disse o treinador.
Questionado sobre o pouco tempo de trabalho que teve para a estreia na Libertadores, Diniz afirmou que promoveu mudanças, mas deixou o time à vontade em campo. “Eu acho que os jogadores receberam muito bem a minha chegada. Eu senti isso. De fato, o fator emocional ele era preponderante. Até mesmo porque o time tinha trabalho. Não peguei deserto, muito pelo contrário. É um time que teve dois títulos aí há três meses, ganhou dois títulos nos três últimos meses. Era retomar a confiança, o ânimo dos jogadores. Eu fiz, obviamente. algum ajuste pequeno tático, mais nas mudanças de posição, na promoção do Kayke, na volta do Garro, e acho que a maior delas colocar o André numa posição com linha de quatro, jogando no 4-4-2, pra ele… jogou perto do Raniele, mas isso não impossibilitou ele de chegar à frente como ele gosta de chegar, se projetando. Ao invés de já estar lá, chegar de trás.”
E continuou. “Na parte tática, a gente acabou trabalhando um pouquinho também. Mas eu não quis confundir a cabeça dos jogadores e deixei eles à vontade pra fazer aquilo que eles tivessem mais conforto no jogo. Eu acho que foi muito bem. Mas o que valeu muito no jogo foi a entrega dos jogadores, principalmente o primeiro tempo, que, tecnicamente, a gente não se encontrou muito no jogo, mas na parte defensiva a gente foi muito solidária.”
O Corinthians volta a campo no próximo domingo, às 18h30 (horário de Brasília), contra o maior rival Palmeiras, na Neo Química Arena, pela 11ª rodada do Brasileirão. Na visão de Diniz, o clássico será mais uma vez encarado como uma final.
“É o maior clássico para o Corinthians, a gente sabe que é um jogo extremamente tradicional e o Palmeiras vive um momento muito bom, está na ponta, na liderança do Campeonato Brasileiro. Mas a gente vai encarar como tem que ser encarado, um jogo decisivo, uma final, como sempre é encarado quando joga Corinthians e Palmeiras”, analisou.
Leia Também: Abel Ferreira é suspenso por 8 jogos e fica fora do clássico contra o Corinthians
Fonte: www.noticiasaominuto.com.br



