
A primeira Copa do Mundo de Fred Bruno pela TV Globo marca um passo na consolidação de seu nome no seleto grupo de comunicadores esportivos de grandes eventos da emissora. Oriundo do ambiente digital, assumiu há dois anos o comando do Globo Esporte, depois de sair do BBB 23. Não deu certo. Seu estilo é taxado como muito “moderninho” (leia-se, festivo) para a grade da tradicional TV aberta.
Agora o jornalista passou a integrar a cobertura do principal evento do futebol mundial, levando para as transmissões seu estilo um tanto descontraído. Tudo para tentar fazer frente à turma da CazéTV.
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Enviado aos Estados Unidos, Fred tem participado de entradas ao vivo, reportagens e apresentações do programa, mostrando desafios da cobertura e reforçando a aposta da emissora em uma linguagem que tenta dialogar com diferentes gerações de espectadores. Na ausência de Alex Escobar, que precisou sair da cobertura por questões de saúde, darem a Fred o protagonismo absoluto. Na sentida ausência de grandes nomes esportivos na emissora – Luis Roberto, Galvão Bueno, Cleber Machado, o jeito foi apelar para uma ousadia. Podia ter dado certo. Mas não é bem assim o que se vê.
Ao longo do torneio, a ideia era que Fred Bruno também equilibrasse informação e entretenimento, seja ao retratar os bastidores da Seleção Brasileira, seja em momentos de humor que rapidamente repercutem nas redes sociais, como a patética imitação do técnico Carlo Ancelotti durante um pré-jogo. Sua presença, entretanto, reforça o tom de quem tenta, a todo custo, engajar nas redes e esquece que TV aberta é um produto bem diferente.
A estratégia da Globo de integrar televisão, plataformas digitais e redes sociais em uma cobertura multiplataforma, na desesperada tentativa de aproximação do público mais jovem (sem perder os mais velhos) caracteriza as recentes transmissões esportivas da emissora como um sintoma de seu tempo. Fred é a ilustração real de uma crise sem tamanho nesse “jogo às cegas” da emissora-líder. De camiseta, risonho, sem postura diante das câmeras, é um improviso que, definitivamente, não tem a menor graça.
Fonte: veja.abril.com.br
