
Rodri ergueu a taça da Copa do Mundo diante de milhares de torcedores após a conquista da Espanha sobre a Argentina, neste domingo. Mas, ao contrário do que muitos imaginam, o troféu não passará os próximos quatro anos em Madri. A peça original pertence à Fifa e permanecerá sob a guarda da entidade até a próxima edição do Mundial, em 2030.
Desde 1974, quando a Fifa adotou o atual troféu criado pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga, a taça original nunca integrou o patrimônio da seleção campeã. Diferentemente do que ocorria com a Jules Rimet, entregue em definitivo ao Brasil após o tricampeonato de 1970, o regulamento determina que o objeto pertence permanentemente à entidade.
Assim, a Espanha recebe a taça durante a cerimônia de premiação e em compromissos oficiais imediatamente após a conquista do título. Depois desse período, o troféu retorna à Fifa, que é responsável por sua conservação, transporte e exibição em eventos oficiais.
Em troca, a seleção campeã fica com uma réplica oficial. Ela tem aparência semelhante à original, mas não é feita de ouro maciço e não substitui a peça utilizada na entrega do título.
O troféu original mede 36,8 centímetros, pesa cerca de 6,2 quilos e é produzido em ouro maciço de 18 quilates, com uma base revestida por duas camadas de malaquita. Seu valor é estimado em dezenas de milhões de reais, o que faz da peça um dos objetos esportivos mais valiosos do mundo.
Fonte: veja.abril.com.br
