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A relação entre Luiz Carlos Barreto e o gesto de levantar a taça da Copa do Mundo

Luiz Carlos Barreto, falecido nesta quarta-feira, 22, foi um dos grandes nomes do cinema nacional, mas também contribuiu com a história do futebol. Quando um time é campeão, há uma tradição no esporte bretão de entregar a taça ao capitão. Para selar a conquista, os líderes da equipe costumam erguer-las, mas isso nem sempre foi assim. Um dos responsáveis pela popularização desse gesto foi ‘Barretão’.

Após a Espanha vencer a Argentina neste domingo, 19, o volante Rodri recebeu o troféu da Copa e o levantou ao lado dos companheiros. Apesar de parecer algo normal, esse ato foi realizado pela primeira vez somente em 1958 com Bellini, zagueiro e capitão da seleção brasileira. Após o Brasil vencer seu primeiro Mundial, disputado na Suécia, o jogador ergueu a taça Jules Rimet. Até então, os jogadores, ao receberem o objeto, costumavam deixá-lo na altura do peito. Mas, a partir desse momento, todos os ganhadores passaram a fazer o mesmo gesto.

Mas, então, qual é a ligação de Barretão com esse fato? Em 1958, o produtor e diretor de cinema ainda atuava como fotógrafo e jornalista. Pela revista “O Cruzeiro”, ele foi cobrir a Copa do Mundo e estava no momento da comemoração do título brasileiro. Em entrevista, Luiz Carlos Barreto contou que não conseguia fotografar o jogador com a taça devido a grande quantidade de fotógrafos. Por conta disso, ele pediu a Bellini para levantar a taça, o que transformou o gesto em memorável para a história do esporte – apesar de espontâneo. Além do Barretão, outros relatos dizem que o fotógrafo Jader Neves, da revista “Manchete”, também gritou para o brasileiro erguer o troféu. 

O cinema de Barretão

Luiz Carlos Barreto pode ser lembrado por essa história envolvendo o futebol, mas sua principal atividade foi o cinema. Ele participou dos grandes movimentos brasileiros da sétima arte, trabalhou com os maiores diretores da história de nosso país e produziu filmes nacionais marcantes. Como diretor de fotografia, por exemplo, Barretão fez “Vidas secas” (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e “Terra em transe” (1967), de Glauber Rocha.

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Fonte: veja.abril.com.br

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