
Foi divulgado nesta quinta-feira, 23, que o diretor técnico da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Paolo Maldini, havia sondado Carlo Ancelotti, atual técnico do Brasil, e Pep Guardiola, ex-técnico do Manchester City, para a posição de novo treinador da seleção italiana após a não classificação do país para a Copa do Mundo de 2026. Ancelotti, porém, reafirmou o compromisso com o Brasil, que vai até 2030, e negou a possibilidade de mudança de volta à sua terra natal.
Com o fiasco da derrota da Itália para a Bósnia e Herzegovina durante a repescagem da Copa do Mundo, o antigo treinador da seleção, Gennaro Gattuso, deixou em abril o cargo. Agora, a FIGC procura uma nova figura para ocupar o posto, que foi oferecido nas últimas semanas à Pep Guardiola e Carlo Ancelotti. Em entrevista à imprensa internacional, Maldini explicou que “pareceu certo começar com os melhores do mundo”. Além disso, afirmou que o contato seria um “chamado às armas”, e que “quando a Itália chama, é difícil dizer não”.
Apesar disso, a realidade parece ter confrontado os desejos do diretor. Segundo informações da imprensa italiana, Guardiola pode já não ser mais um candidato hábil por motivos financeiros. A Federação teria oferecido 10 milhões de euros como salário, mas o ex-jogador pediu pelo dobro. Ancelotti, por sua vez, avisou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), à época do contato, e reafirmou seu compromisso com o Brasil. O italiano, que está de férias no Canadá, pretende continuar na seleção e já é esperado em agosto, para os dois amistosos contra a Austrália.
A Itália foi eliminada em uma disputa pela última vaga da repescagem, contra a Bósnia e Herzegovina. Tricampeã mundial, a seleção não consegue se classificar para o Mundial desde a Copa de 2014, sediada no Brasil. A Seleção Brasileira, por sua vez, acabou eliminada da Copa de 2026 nas oitavas de final pela Noruega, em um desfecho que rendeu ao italiano e aos jogadores uma série de críticas.
Fonte: veja.abril.com.br
